quarta-feira, 18 de setembro de 2013

PROJETO: AUTORES E OBRAS -

    Autores e obras é um projeto  trabalhado com as seguintes turmas: 1º , 2º e 3º anos utilizando-se de vários autores literários. No 1º ano em específico, foi realizada uma pesquisa na sala de tecnologia a respeito da obra de Miguel de Cervantes: Don Quixote de La Mancha. Os estudantes utilizaram o blog de Língua Portuguesa para a realização da referida atividade. No Jornal On-Line como é intitulado o blog, foram inseridos vários textos referentes a cada etapa da pesquisa. 
     O segundo passo do projeto após a pesquisa, foi o estudo sobre a obra de Miguel de Cervantes. O objetivo era que os estudantes utilizassem esse momento como fundamentação teórica para a elaboração de um seminário, que foi apresentado posteriormente em outro momento do projeto. A última etapa do projeto, será a escolha de um trecho da obra de Miguel de Cervantes para adaptação e elaboração de uma peça teatral  que será gravada.





     


        

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

MOMENTO LITERÁRIO DA OBRA DE MIGUEL DE CERVANTES

       

           Don Quixote: O cavaleiro de triste figura

Julia Priolli | 20/10/2009 05h03
Que ninguém se ofenda logo nas primeiras páginas de O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha, quando o autor, Miguel de Cervantes, se direcionar a quem lê com este simpático aposto: "Desocupado leitor". Tendo em vista que a obra tem 1 500 páginas - escritas em duas partes com um intervalo de dez anos entre elas -, o leitor desejaria de fato que desocupado fosse um adjetivo que o qualificasse com precisão. Mas, considerando que na atualidade ninguém dispõe de tanto tempo para leituras de entretenimento, vale a pena entender por que, quatro séculos depois, Dom Quixote foi considerado por um número respeitável de escritores, o melhor livro do mundo. E não se trata apenas do julgamento complicado da crítica especializada. Foi também o livro mais publicado e traduzido no mundo depois da Bíblia. A edição comemorativa de 2005, celebrando seus 400 anos, foi best-seller nos países de língua espanhola.

No Brasil, Dom Quixote é o tipo de livro que ninguém lê mas todo mundo sabe do que se trata. No mundo hispânico a coisa é bem diferente. Ninguém pode dizer o famoso "Não li e não gostei", nem fingir que leu e sair por aí contando a história, simplesmente porque o livro é leitura obrigatória no currículo escolar. Haja trauma! Assim como Camões não é muito popular por aqui, os estudantes hispânicos, salvo raras exceções, não são exatamente fãs de Miguel de Cervantes. Afinal, tudo tem seu tempo para ser admirado e 1 500 páginas para quem não tem maturidade de leitura não são brincadeira. Mas o brasileiro tem o privilégio de ler se quiser. E aquele que se aventurar nas jornadas quixotescas verá que existe muito mais humor do que supõe nossa vã filosofia.

O Gordo e o Magro

O primeiro engano sobre Dom Quixote é achar que o livro trata somente das aventuras do cavaleiro andante. A verdade é que sem o Sancho Pança ele não seria ninguém. A dupla, cavaleiro e escudeiro, com seus respectivos pangaré e mula, são os protagonistas da saga. Um é magro, alto, com a cabeça nas nuvens. O outro é gordo, baixo, com os pés bem fincados no chão. Quixote é um desvairado e Pança, pragmático, enlouquece por ignorância, numa trama que começou assim:

Alonso Quijano era um fidalgo inexpressivo e malsucedido da região da Mancha, na Espanha. Sua única preocupação e ocupação eram as novelas de cavalaria. Abandonou sua propriedade, deixou os bichos e as hortas morrerem e se enfurnou na biblioteca da casa para ler todos os livros que ali havia. E leu tanto que seus miolos secaram. Um dia, vestindo uma armadura ancestral da família, batizou um cavalo esquálido e sem raça de Rocinante, autoproclamou-se dom Quixote e saiu pelo mundo, em busca de aventuras. Chegou a uma estalagem que acreditou ser um castelo, viu prostitutas que tomou por princesas e, em meio àquele delírio medieval, convenceu o dono da estalagem, que achou melhor não contrariar, a batizá-lo de Cavaleiro Andante. Voltou para casa dias depois, totalmente estropiado porque apanhou muito no caminho, para buscar camisas e dinheiro. Enquanto se recuperava, seus amigos mais próximos queimaram sua biblioteca, em uma pequena inquisição, a fim de que ele recuperasse o juízo. Mas, nem bem acordou, dom Quixote saiu para o mundo outra vez, levando consigo Sancho Pança, seu vizinho e futuro fiel escudeiro, a quem prometeu, além de um salário, uma ilha que pudesse governar.

Novelas de cavalaria

Quixote queria mudar o mundo baseado nos princípios nobilíssimos dos cavaleiros, e seguia à risca tudo o que lera nos livros. Quase não comia, porque os cavaleiros deviam estar preparados para todas as privações. O analfabeto Sancho Pança, que não era cavaleiro e tampouco lera novelas do tema, comia - e comia bem -, já que nunca sabia o que viria pela frente. E adiante sempre vinha muita confusão. Dom Quixote atacou um cortejo fúnebre achando que vingava o defunto, libertou meliantes acorrentados acreditando fazer justiça, tentou libertar a santa de uma procissão enxergando uma donzela raptada, lutou contra um rebanho de ovelhas, vendo ali um exército inimigo, entre muitas outras façanhas. O livro tem 659 personagens, 200 deles atuantes. Só aí dá para ter uma ideia de quantas confusões aconteceram, e de todas elas dom Quixote saiu machucado, apedrejado, foragido, à beira da morte. Mas ele jamais ficaria desmoralizado.

Essa é uma das diferenças mais gritantes com as novelas de cavalaria, que Cervantes parodiava. "Os cavaleiros da literatura sempre tinham um narrador que os amparava, que os salvava. Mas dom Quixote vai à desgraça. Se ele mesmo não se justificar, explicando para Sancho que um encantador enganou seus olhos, e por isso ele confundira um moinho de vento com um gigante, o narrador não fará isso por ele", diz Maria Augusta Vieira, professora de literatura Espanhola da USP. Certa ocasião, Quixote saiu tão machucado que Sancho o apelidou de Cavaleiro de Triste Figura, alcunha que o amo adorou, achou digníssimo de sua condição e fez com que se adotasse.

Moinhos de vento

Dom Quixote delirava, seu mundo real era o universo literário da cavalaria, que também nunca existiu além dos livros, mas nem tudo era tão absurdo assim. Claro que lutar contra moinhos de vento achando que fossem gigantes era absurdo, mas ali naquela época tudo aquilo era novidade. "A Espanha, em sua política expansionista, vinha anexando territórios, inclusive os Países Baixos. A tecnologia dos moinhos de vento era holandesa, coisa recente no cenário espanhol", afirma Maria Augusta. Portanto, apesar de o livro parecer um completo elogio à loucura, existem rompantes de realidade histórica ao longo da obra.

A confusão entre fato e fantasia não está só na cabeça do cavaleiro andante. Ela figura na cabeça do leitor também, e tudo por causa dos artifícios de Cervantes para dar à obra ares de registro histórico. Ele afirma, naquele mesmo prólogo em que nos chama de desocupados e onde se diz padrasto e não pai de dom Quixote, que tudo o que será lido está registrado nos anais da Mancha. E faz uma verdadeira mistura de narradores. Quem teria contado essa história seria um mouro chamado Cide Hamete Benengeli, que escreveu em árabe uns manuscritos que foram transcritos por um espanhol a pedido de um narrador onisciente.

Em 1615, Cervantes publica a segunda parte do livro, como continuação da saga e resposta imediata a uma farsa. É que no ano anterior, sob o pseudônimo de Alonso Fernandez de Avellaneda, alguém - até hoje não se sabe quem - escreveu e publicou a segunda parte da história. Cervantes resolveu não entrar em disputas autorais e nem mesmo revelar a identidade do farsante, talvez com medo de eternizar seu nome, e aproveitou o fato histórico de correr por aí uma versão falsa dos desatinos de dom Quixote, fazendo com que o próprio, na sua segunda e verdadeira narrativa, desmentisse as aventuras alardeando que o único Cavaleiro de Triste Figura que existia era ele! Sancho ganha sua terra prometida, que governa com muito bom senso, mas por poucos dias, pois continua a seguir o amo. O escudeiro já fala rebuscado e parece enlouquecer mais que o patrão. Enquanto, num movimento inverso, o cavaleiro vai recobrando a razão e morre em casa, de excesso de juízo, amaldiçoando as novelas de cavalaria.


Doce Dulcineia
O grande amor que dom Quixote mal conhecia


Dulcineia, diziam as más línguas, tinha a melhor mão para salgar porcos de toda a região do Toboso. Embora a tivesse visto não mais de cinco vezes, dom Quixote dedicou a ela todas as suas loucuras. Sempre que acreditava ter salvo alguém, pedia que esse alguém fosse até Toboso contar a Dulcineia da valentia feita em seu nome. De tanto amar, o cavaleiro decidiu alucinar de propósito, pelado da cintura para baixo, fazendo piruetas e compondo sonetos, tal qual faziam seus heróis, quando estavam desesperados de amor, conforme ele lera nas novelas de cavalaria. Quando Sancho revelou a Quixote que ouvira notícias de que Dulcineia andava em trajes de pastora, trabalhando sob o sol inclemente, o Cavaleiro de Triste Figura ficou ainda mais taciturno, convencido de que sua amada fora encantada por inimigos seus.


ASPECTO HISTÓRICO DA OBRA: DON QUIXOTE DE LA MANCHA



DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, Miguel de Cervantes

    Daí que, finalmente, encarei um dos livros que mais desejava nos últimos tempos: O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha!
Sempre gostei muito da Espanha, mesmo antes de ter a oportunidade de conhecer Madri no ano passado! A sua história e geografia contribuem para um sonho distante de lá morar, nem que seja temporariamente como meus amigos César Teixeira, Harold Hoppe, Marco Antônio Dalla Costa e Cristina Landerdahl. Meu interesse é inexplicável, até porque minhas origens remontam os vizinhos Portugal e Itália, mas tenho que a cultura da Espanha é algo para ser explorado nessa vida, e eu começo com a literatura!

      Dom Quixote é o maior expoente da literatura espanhola e faz mais de 400 anos que encanta o imaginário da população e turistas (está em todas as lojas de souvenirs da capital!!) porque o protagonista traduz – mesmo que na sua loucura – o ideal de homem honrado, com princípios, e que batalha pelo que acredita certo.
O artista plástico Kleber Galvêas escreveu que Dom Quixote é uma obra genial escrita no olho do furacão da Inquisição (Espanha). É sátira cruel ao homem, que abdica da individualidade, moldando sua vida e sentimentos pela palavra escrita e, que é capaz de jurar, com a mão sobre o livro, ter fé, seguir os preceitos e dizer a verdade.Novela composta com inteligência e sutileza, foi examinada e aprovada por doutores, em teologia, de tribunais poderosos e sem paralelo na história.

A parte 1 do DOM QUIXOTE foi minha leitura de maio e, s.m.j., uma das mais marcantes da minha breve vida! Óbvio que não poderia ser ´´do nada`` que um livro ou autor é elevado a melhor do mundo, ou melhor de sua época!Dado o contexto histórico da Espanha de 1605 – ano em que Miguel de Cervantes publicou a primeira parte da obra -, este autor foi tido como revolucionário e sua obra-prima a expressão máxima do Romance moderno! Tem todo um lance de protesto político-social-religioso contra o excesso cavaleiresco e nobilizante idealismo do Renascimento, motivo pelo que muitos autores se debruçaram (e se debruçam) nas entrelinhas para publicarem trabalhos e teses sobre o engenhoso fidalgo e seu criador Cervantes.
E, por conta da imensidão de interpretações da obra, a minha ousadia (capacidade) esbarra na minha humildade (modéstia) de ter feito este singelo escrito que agora vos ofereço a ler, e para quem interessar possa que busque na Enciclopédia Barsa (!) ou Google mais detalhes sobre!! 
Para se localizar (como também o fiz antes de abrir o livro!), sugiro que procure um mini-apanhado histórico da Espanha daquela época e a biografia do Miguel de Cervantes y Saavedra – não vou fazer isso aqui senão o post vai ficar gigante! ((Século de ouro espanholDon Quixote de la Mancha e Espanha)).
O livro é composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira publicada em 1605 e a outra em 1615.Quero destacar que se trata de uma leitura meio densa, não quanto ao conteúdo exatamente, mas quanto a linguagem utilizada. Não é o tipo de livro que tu consiga ler na multidão, no ônibus, na praia etc. A meu ver é preciso escolher um lugar calmo, tranquilo e com mínimo de distração para poder render. ;)

O texto tem muitas observações e notas de rodapé em que o autor faz links de outros autores e livros dos quais a gente nunca ouviu ou vai ouvir falar!! (Cultura geral nunca é demais.. uma rápida busca na internet vai ajudar!).Sem falar nas palavras ´´difíceis`` (onze a cada dez! #brinks!) que enchem os olhos e enriquecem o vocabulário, mas que não prejudicam a compreensão de alguém já diplomado! Heheh :D

Destaco duas das mais marcantes características desta obra-prima: LINGUAGEM REBUSCADA e HUMOR. Com uma linguagem burlesca e pitoresca, a narrativa convence (#novela realista!), comove, instiga e motiva. 
A linguagem ULTRA rebuscada até poderia se tornar um obstáculo, não fossem as altas doses de humor que Cervantes se utiliza para demonstrar o devaneio do Cavaleiro da Triste Figura! Considerando que Cervantes teve por ideal PARODIAR romances de cavalaria que pululavam aquele período na Europa, os contrastes exagerados e o consequente humor são instrumentos certeiros para tanto! ((Nesse aspecto não posso deixar de comparar com Voltaire, que também usou do humor para criticar a obra do Leibniz (Vide post anterior!))

   Afinal, quem é Dom Quixote? 
´´Orçava na idade o nosso fidalgo pelos cinquenta anos. Era rijo de compleição, seco de carnes, enxuto de rosto, madrugador, e amigo da caça``.
É um fidalgo castelhano de La Mancha (um dos tantos povoados da Espanha) que de muito ler livros sobre aventuras e heróis destemidos resolve VIRAR um herói da noite para o dia...

      ´´Em suma, tanto naquelas leituras se enfrascou, que passava as noites de claro em claro e os dias de escuro em escuro, e assim, do pouco dormir e do muito ler, se lhe secou o cérebro, de maneira que chegou a perder o juízo. Encheu-se-lhe a fantasia de tudo que achava nos livros, assim de encantamentos, como pendências, batalhas, desafios, feridas, requebros, amores, tormentas e disparates impossíveis; e assentou-se-lhe de tal modo na imaginação ser verdade toda aquela máquina de sonhadas invenções que lia, que para ele não havia história mais certa no mundo.``(capítulo I)

 Uma vez alterado o juízo ou, melhor dizendo, enlouquecido, (...) pareceu-lhe convinhável e necessário, assim para aumento de sua honra própria, como para proveito da república, fazer-se cavaleiro andante, e ir-se por todo o mundo, com as suas armas e cavalo, à cata de aventuras, e exercitar-se em tudo o que tinha lido se exercitavam os da andante cavalaria, desfazendo todo o gênero de agravos, e pondo-se em ocasiões e perigos, donde, levando-os a cabo, cobrasse perpétuo nome e fama (capítulo I).

      Para sua empreitada foi necessário eleger um cavalo, a quem nomeou ROCINANTE – quase personificado durante a história –, e um fiel escudeiro, o vizinho Sancho Pança (cuja montaria é um asno!). Este, por sua vez, recebe a fantástica promessa de ´´ganhar`` uma ilha para governar, em troca da parceria nas aventuras com Quixote, seu amo.

     A história é muito legal e engraçada, com DESventuras hilárias, supostas lições de moral e Sancho como uma metralhadora de provérbios. o/
Dom Quixote usa os óculos da fantasia de herói para buscar batalhas, enquanto que Pança TENTA puxá-lo para a realidade, o que raramente consegue..
Como escreveu a professora paranaense Eva Paulino Bueno: Dom Quixote viu exércitos de guerreiros, Sancho viu um rebanho de carneiros. Quando Dom Quixote viu gigantes, Sancho viu moinhos. (...) O movimento pendular entre o idealismo do cavaleiro e o realismo popular do seu escudeiro é a própria trama de todo o romance. Se ainda hoje o leitor vibra com Quixote e ri de Sancho, é porque se emociona com a capacidade que esses personagens tem de tocar no que temos de mais profundo, nas inúmeras contradições que carregamos em segredo dentro de nós. (...)

LINKS DE PESQUISA PARA ASPECTO HISTÓRICO DA OBRA: DON QUIXOTE DE LA MANCHA



ANÁLISE DA OBRA DE MIGUEL DE CERVANTES

            


       Miguel de Cervantes foi escritor, poeta e autor teatral espanhol nascido em Alcalá de Henares, e um dos mais importantes da literatura universal, criador de Dom Quixote, uma das obras-primas de todos os tempos. Estudou em Valladolid e Madri, tornou-se soldado na Itália (1569) e participou da vitoriosa batalha naval de Lepanto, Região do Oriente Próximo, contra os turcos (1571), em que saiu gravemente ferido.
       Participou da expedição contra Túnis (1575), foi feito prisioneiro por um corsário árabe e passou cinco anos no cativeiro até ser resgatado por um religioso trinitário (1580). De volta à Espanha conseguiu um emprego de coletor de impostos e passou a escrever nas horas vagas até que conseguiu recursos para publicar sua obra prima: Dom Quixote (1605) cuja primeira tradução para a língua portuguesa foi impressa em Lisboa (1794). A partir de então, conseguindo ajuda financeira, pôde se dedicar exclusivamente à literatura. Outras obras de grande relevância do autor foram La Galatea (1585), Novelas ejemplares (1613), Viaje al Parnaso (1614) e uma coletânea teatral Ocho comedias y ocho entremeses (1615). Dramaturgo de inspiração variada e muitos recursos não tiveram, porém, grande êxito no teatro porque foi eclipsado por Lope de Vega, e morreu em Madri em 23 de abril (1616).

SINOPSE DO LIVRO

       A história começa após o nosso cavaleiro – D. Quixote de La Mancha - ler muitos livros sobre cavalaria andante, o que o leva a enlouquecer e em consequência sente a necessidade de também imitar os cavaleiros andantes.
      O nosso cavaleiro veste uma velha armadura, pertença dos seus ancestrais, convida o seu vizinho Sancho Pança (prometendo-lhe, que se fosse seu fiel escudeiro, este lhe daria o governo de uma ilha), monta o seu cavalo, que batiza com o nome de Rocinante, e transforma-se no Dom Quixote. Cavaleiro, escudeiro, cavalo e burrico, partem em busca de aventuras, salvando e protegendo fracos e oprimidos, donzelas em perigo e tantos outros injustiçados.
Os feitos que esperava realizar, dedicou-os por antecipação, à donzela Dulcinéia del Toboso, na verdade, uma simples camponesa da região em que ele vivia, mas que na sua prodigiosa fantasia de doido era a mais digna das damas. Tudo tão irreal quanto o demais.
Durante as suas aventuras, Sancho Pança, tenta inutilmente incutir em D. Quixote algum principio de realidade, isto porque durante todo o tempo o cavaleiro oscila em melancólicos sonhos.
D. Quixote é visto como um louco, de quem as pessoas zombam e ridicularizam. Tem, no entanto, momentos em que é sábio, filósofo e poeta, de um mundo que o reprime que zomba dele, que o humilha, não reconhecendo a sua bondade infinita e o seu desejo incansável e extraordinário de salvar o mundo.
A história continua, quando um amigo seu, disfarçado de cavaleiro propõe-lhe um dueto, cujo oponente que for vencido terá que obedecer ao vencedor.
D. Quixote perde e, como pagamento, o cavaleiro vencedor exige-lhe que deixe a vida de cavaleiro andante e que volte para casa. No caminho começa a idealizar uma vida amena e tranquila no campo, onde ele e o seu amigo Sancho viveriam à moda de pastores ao lado das suas “Dulcinéias”. Mas felizmente recupera-se da sanidade e poucos dias depois morre.
Há muitas passagens no livro que merecem ser visitadas; entre as quais se distingue o seu encontro com os moinhos de vento, confundidos com gigantes e a qual transpomos seguidamente:
“- A aventura nos vai guiando melhor as coisas do que pudéramos desejar; ali está, amigo Sancho Pança, trinta desaforados gigantes, ou pouco mais, a quem penso combater e tirar-lhes, a todos, as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; será boa guerra, pois é grande serviço prestado a deus o de extirpar tão má semente da face da terra.
- Que gigantes? - Inquiriu Sancho Pança.
- Aqueles que vês ali, com grandes braços - respondeu-lhe o amo; - alguns há que os têm de quase duas léguas.
Com certeza não eram gigantes que o cavaleiro da triste figura mostrava ao seu fiel escudeiro Sancho Pança, eram moinhos de vento! [“…]”.

ANÁLISE ESTRUTURAL

A obra de Cervantes – Dom Quixote de La Mancha é constituído por duas partes: a primeira que surge em 1605 e outra em 1615 (escrita um ano antes do falecimento do seu autor). A segunda parte que fazemos aqui referência, só surge pelo fato de uma edição falsa de um Dom Quixote fatalmente falso, ter surgido. Esta falsa edição perturba bastante Cervantes, fazendo-o publicar a sua verdadeira continuação e fazendo questão, desta vez, de deixar o seu herói morto para que ninguém pudesse continuar a sua história.
Em princípios de Maio de 2002, uma comissão de críticos literários de várias partes do mundo escolheu o livro “Dom Quixote de La Mancha”, como a melhor obra de ficção de todos os tempos.
Cervantes encontrava-se enfadado com o sucesso que o gênero literário dos romances de cavalaria havia tido junto do grande público, pelo que escreveu a sua obra e ao mesmo tempo, em que narrava os feitos do cavaleiro da triste figura, realizou também uma das maiores sátiras aos preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis de pacotilha e aos heróis vigentes na época.

LINS DE PESQUISA PARA ANÁLISE DA OBRA: DON QUIXOTE DE LA MANCHA




VIDA E OBRA - MIGUEL DE CERVANTES

Miguel de Cervantes
Biografia de Miguel de Cervantes, literatura espanhola, Dom Quixote, novelas
Retrato de Miguel de Cervantes
Miguel de Cervantes: 

Quem foi 
Miguel de Cervantes Saavedra foi um importante poeta, dramaturgo e novelista espanhol. Nasceu em 29 de setembro de 1547 (data suposta) na cidade espanhola de Alcalá de Henares. Cervantes morreu na cidade de Madri, em 22 de abril de 1616. Considerado um dos maiores escritores da literatura espanhola, destacou-se pela novela, mundialmente conhecida, Dom Quixote de La Mancha.

Principais momentos da vida de Cervantes (biografia):

- No ano de 1566 foi morar em Madri junto com a família.
- Em 1569 foi morar na cidade de Roma, após ter ferido um homem num incidente em Madri.
- Em 1571 participou na Batalha de Lepanto (contra os turcos). Foi ferido durante um combate e ficou com a mão esquerda inutilizada.
- Entre 1575 e 1580 ficou num cativeiro em Argel (Argélia), após ter sido capturado por piratas.
- No ano de 1581 foi morar na cidade de Lisboa, onde escreveu peças de teatro.
- Em 1583 casou-se com Catalina de Palacios Salazar.
- Em 1587 foi nomeado comissário real da Armada espanhola.
- Em 1593 publicou o romance La casa de los celos.
- Em 1597 foi preso na cidade de Sevilha
- Em 1605 publicou a primeira parte de Dom Quixote.
- Em 1613 entrou para a Ordem terceira de São Francisco.
- Em 1615 publicou a segunda parte de Dom Quixote.

Principais obras de Cervantes:

- Dom Quixote de La Mancha
- Oito comédias e oito entremezes nunca antes representados
- A Numancia
- O trato de Argel
- Os trabalhos de Persiles e Sigismunda
- O cerco de Numancia (peça de teatro)
- O ciumento de Extremadura


LINKS PARA PESQUISA - VIDA E OBRA - MIGUEL DE CERVANTES:





quinta-feira, 5 de setembro de 2013

PROJETO LITERATURA DE CORDEL - APRESENTAÇÃO DE VÍDEOS E PRODUÇÃO DAS POESIAS POPULARES


video

RESUMO DA OBRA DE MIGUEL DE CERVANTES




                              

        Dom Quixote de La Mancha Resumo 
         
   De tanto ler histórias de caia, um ingênuo fidalgo espanhol passa a acreditar piamente nos efeitos heróicos dos cavaleiros medievais e decide se tornar, ele também, um cavaleiro andante. Para tanto, recorre a uma armadura enferrujada que fora de seu bisavô, confecciona uma viseira de papelão e se auto-intitula Dom Quixote de La Mancha. Como todo cavaleiro, ele precisa de uma dama a quem honrar. Elege então uma lavradora que só conhece de vista e a chama de Dulcinéia. Depois de tomar essas providências, monta em seu decrépito cavalo Rocinante e foge de casa em busca de aventuras.

        Após um dia inteiro de caminhada sob o sol, depara com uma estalagem, que em sua mente perturbada
 se converte num castelo, onde pede para ser ordenado cavaleiro pelo estalajadeiro, que quase não consegue
 conter o riso. No dia seguinte, ao investir contra o grupo de comerciantes que vê como adversários, cai de rocinante e tem seu corpo moído por pauladas. Um conhecido da aldeia encontra o cavaleiro, entre gemidos e lamentos, e o conduz novamente à sua casa. Seguindo aos conselhos do Pe. Tomás e do barbeiro  Nicolau, a ama e a 
sobrinha queimam seus livros e lacram a porta da biblioteca.
   
      Enquanto todos acham que a estratégia da destruição dos livros havia sido um sucesso, Dom Quixote, pensando tratar-se de uma magia de algum cruel feiticeiro, resolve voltar à aventura, agora acompanhado do escudeiro Sancho Pança: um ingênuo e materialista lavrador, que aceita seguir o fidalgo pela promessa de uma ilha para governar.
      As viagens se sucedem sob a alucinação de quem está vivendo no tempo da cavalaria. Em suas andanças, Dom Quixote encontra moinhos de vento que confunde com gingantes. Arremete contra um dos moinhos, cujas pás, devido a um vento mais forte, lançam o cavaleiro para longe. O escudeiro socorre seu mestre. Dom Quixote não dando o braço a torcer, diz que o feiticeiro, ao notar que o cavaleiro estava vencendo, transformou os gigantes em moinhos.
      Mas adiante confundindo dois rebanhos de carneiros com exército de inimigos, avança contra os animais e mais uma vez é surrado, pelos pastores; além de ser pisoteado pelas ovelhas. No chão em meio ao estrume dos animais, ferido e desdentado, recebe do escudeiro a alcunha de O Cavaleiro da Triste Figura.
      No desejo de combater as injustiças do mundo e homenagear sua dama, o nobre e patético personagem segue viagem enfrentando situações supostamente perigosas e sempre ridículas: imagina gigantes em rodas-d`águas; vê um cavaleiro de elmo dourado em um barbeiro; ajuda criminosos a fugirem, pensando estar libertando escravos. De suas desventuras, restam-lhes sempre os enganos, as surras, as pedradas e as pauladas.
      À beira da estrada, o cavaleiro da triste figura e seu fiel escudeiro encontram abrigo e deparam com o Pe. Tomás e o barbeiro Nicolau, amigos da aldeia onde moram e que estão à sua procura. Os dois convencem Sancho a ajudá-los e acabam levando, mais uma vez, e agora enjaulado, Dom Quixote para casa. Lá, cansado doente e abatido pelos reveses e pelas surras que levara, o fidalgo sossega. Até receber a visita do bacharel Sansão, que traz consigo um livro narrando as estranhas aventuras de Dom Quixote. Com a fama, o cavaleiro tem seu espírito aventureiro revigorado e mais uma vez, convencendoSancho Pança a companhá-lo, parte para a estrada, ainda guiado pelo amor de Dulcinéia, e pelo desejo de vencer o perverso feiticeiro e, com ele, as injustiças do mundo.
      Em Toboso, à procura de sua amada, Dom Quixote encontra três lavradoras montadas em asnos, carregando repolhos para o mercado. Sancho diz que se trata de Dulcinéia e suas damas de companhia, tentando convencer Dom Quixote. Ao se ajoelhar diante de sua sonhada dama, o cavaleiro leva uma repolhada na cabeça. Sancho diz se tratar de um anel de esmeralda enfeitiçado em repolho, eDom Quixote guarda a “prenda” na bolsa, duvidoso, todavia satisfeito.
      Disfarçado em cavaleiro dos Espelhos, o baixinho Sansão desafia Dom Quixote, no intuito de levá-lo para casa e, com isso, agradar a sobrinha do fidalgo. Mas, traído por seu cavalo, que prefere comer grama ao duelar, perde o combate. Adiante, Dom Quixote encontra um duque e uma duquesa que, por já terem lido o livro com suas aventuras, resolvem se divertir à custa da dupla: disfarçado em feiticeiro Merlin, o duque inventa um suposto cavalo mágico de madeira que levaria Dom Quixote até o perverso feiticeiro. Vendam o cavaleiro e o escudeiro sobre a “mágica montaria” e chacoalham o cavalinho de balanço, enquanto os dois pensam estar voando. Ao atear fogo no rabo do cavalo, recheados de fogos de artifício, o cavaleiro e o escudeiro são lançados à distância.
      Seguindo viagem, com mais alguns arranhões, Dom Quixote e Sancho Pança ouvem um grito assustador, É o cavaleiro da lua cheia (na verdade, Sansão, agora mais bem preparado e decidido). Que desafia O cavaleiro da Triste Figura: quem perder o combate terá de pôr fim à sua vida de cavaleiro andante. Sansão vence, o fidalgo volta ao lar. No final da história, recuperando a razão, Dom Quixoterenuncia aos romances de cavalaria e morre como um piedoso cristão.

Frases de Dom Quixote de La Mancha

Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade. (Dom Quixote de La Mancha)
Nunca pense que seu amor é impossível, nunca diga "eu não acredito no amor", a vida sempre nos surpreende. (Dom Quixote de La Mancha)
Pois que o amor e a afeição com facilidade cegam os olhos do entendimento. (Dom Quixote de La Mancha)
A liberdade, Sancho, não é um pedaço de pão. (Dom Quixote de La Mancha)
O medo é que faz que não vejas, nem ouças porque um dos efeitos do medo é turvar os sentidos, e fazer que pareçam as coisas outras do que são! (Dom Quixote de La Mancha)
Quando você realmente amar alguém e for recíproco, você vai ver como é bom amar.Pra amar não precisa namorar, e bla bla bla, mais o namoro é a melhor forma de expressar o sentimeto, quando você sentir suas pernas tremerem, sua barriga gelar, teu corpo ficar mole, aí sim você vai enteder a magia de amar. (Dom Quixote de La Mancha)

Miguel de Cervantes (autor) de Dom Quixote de La Mancha

Miguel de Cervantes Saavedra foi um importante poeta, dramaturgo e novelista espanhol. Nasceu em 29 de setembro de 1547 (data suposta) na cidade espanhola de Alcalá de Henares. A sua obra-prima, Dom Quixote de La Mancha, muitas vezes considerado o primeiro romance moderno, é um clássico da literatura ocidental e é regularmente considerado um dos melhores romances já escritos. Seu trabalho é considerado entre os mais importantes em toda a literatura. A sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes).
Cervantes morreu na cidade de Madri, em 22 de abril de 1616. Considerado um dos maiores escritores da literatura espanhola, destacou-se pela novela, mundialmente conhecida, Dom Quixote de La Mancha.
Cronologia
1547 - Nasce Miguel de Cervantes Saavedra.
1551 - O pai, Rodrigo, é preso por causa de dívidas de jogo.
1566 - A família instala-se em Madrid.
1569 - Após incidente no qual teria ferido um homem, deixa Madrid e vai morar em Roma.
1571 - Participa da batalha de Lepanto, contra os turcos. Ferido em combate, tem a mão esquerda inutilizada.
1575 - Capturado por corsários, é levado para Argel, com seu irmão Rodrigo, onde fica cinco anos em cativeiro.
1581 - Vai para Lisboa, onde escreve peças de teatro.
1584 - De um romance com Ana Franca, nasce Isabel de Saavedra. Casa-se com Catalina de Palácios Salazar.
1585 - Publica La Galatea. Morte do pai.
1587 - É nomeado comissário real encarregado de recolher azeite e trigo para a Armada Invencível.
1593 - Morte da mãe. Publicação do romance La casa de los celos.
1597 - É preso em Sevilha, após ser condenado a pagar dívida exorbitante.
1598 - Deixa a prisão. Morte de Ana Franca.
1605 - É publicada a primeira parte de Dom Quixote de La Mancha.
1613 - Ingressa na Ordem Terceira de São Francisco. Publicação de Novelas exemplares.
1614 - Surge uma continuação de Dom Quixote, escrita por Avellaneda.
1615 - Cervantes publica a segunda parte de Dom Quixote de La Mancha.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

CURSO PARA VOCÊ TREINAR SUA MEMÓRIA



Curso de Leitura Dinâmica, Técnicas de Estudo, Concentração e Memorização

Apresentação e Metodologia

Parte I - Leitura Dinâmica

1ª lição

2ª lição

3ª lição

4ª lição

5ª lição

6ª lição

7ª lição

8ª lição

9ª lição

10ª lição

11ª lição

12ª lição

Parte II - Técnicas de Memorização

13ª lição

14ª lição

15ª lição

16ª lição

17ª lição

18ª lição


LINKS ligados a educação que colaboram com os educadores que podem fazer adequações para trabalhar com seus alunos.

Links



http://guida.querido.net/jogos/
muitas atividades online de Língua Portuguesa.

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http://fmu.br/game/home.asp  
nova ortografia




http://guida.querido.net/jogos/portug/homofo-1.htm    
  Ortografia - Palavras Homófonas - 1

http://educarparacrescer.abril.com.br/jogos/  
vários jogos de português.

 som e letras iniciais.



http://guida.querido.net/jogos/index.html 
 jogos gramaticais online
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 http://www.acheidownload.biz/todos-os-arquivos-em-torrent/
 vários filmes para baixar via U torrent.


http://www.seuconcurso.com.br/interpretsss/inter06.htm
 muitos textos para interpretação com gabarito

Guia Do Acordo Ortográfico - Moderna  

 nova ortografia


http://www.saladeatividades.com.br/
muitas atividades de gramática.

http://encantodasaguas.blogspot.com.br/
 bom, textos para trabalhar interpretações e gramática.

http://portalatividades.blogspot.com.br/
Dicas de atividades educacionais jogos.
http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/Plen/swf/Jogos

/jogo_da_nova_ortografia/jogo_da_nova_ortografia.swf  explicação e j. nova ortografia.
http://fmu.br/game/home.asp
 nova ortografia

http://educarparacrescer.abril.com.br/jogos/
 vários jogos de português

http://guida.querido.net/jogos/portug/interp-1.htm
interp do texto: A morte que fez um homem rico

 
http://guida.querido.net/jogos/     jogos de linguagens

LINKS SÓ DE "PORTUGUÊS"
http://redomaintelectual.blogspot.com   coord de área
http://gilsonavalos.blogspot.com.br/ SED professor Gilson Ávalos
http://cvc.instituto-camoes.pt/aprender-portugues/a-brincar/gramaticando.html
montar frases coerentes com preposições. (Regência).